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Com clientes
importantes no universo da moda, como C&A, Vide Bula, Puket
e Santista, as campanhas publicitárias clicadas por Gui
Paganini sempre fazem o maior sucesso. Uma das mais recentes,
e mais comentadas também, foi o catálogo da grife
de moda praia Cia Marítima, com a top Ana Beatriz Barros,
fotografada em Miami, nos Estados Unidos.
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O cartaz de Paganini no meio fashion anda tão em alta que
é raro o mês em que ele não é convidado
para produzir um ensaio interessante para a revista Vogue –
a bíblia da moda brasileira. O último que ele clicou
em 2003, publicado na Vogue Homem, trazia fotos descompromissadas
do seu cotidiano: “São momentos da minha vida pessoal,
como por exemplo algumas fotos do meu cachorro e de um hotel de
Nova York... Faço esse tipo de foto com a câmera
mais simples que eu tenho, uma máquina antiga que vivo
usando. Procuro guardar todas essas fotos, porque pretendo publicar
um livro com elas.”A moda atraiu Gui Paganini nem ele sabe
bem como e porquê. Em seu primeiro (e único) dia
como assistente, ele ajudou um colega que fotografava
sapatos. “Achei a coisa mais chata do mundo e ali percebi
que preferia fotografar pessoas, mulheres. É muito mais
divertido. Talvez daí tenha surgido a minha opção.”
Ajudou muito também a portunidade, ainda em início
de carreira, de trabalhar na revista Moda Brasil (publicação
de sucesso no meio, da Editora Globo, nos anos 80). Na época,
1988, a editora-chefe da publicação viu algumas
de suas fotos, gostou do que viu e encomendou um ensaio de beleza
com ninguém menos do que Ana Paula Arósio. O resultado?
“A matéria virou capa e, como a Moda Brasil era bastante
forte no mercado editorial, foi uma ótima vitrine.”
Pouco tempo depois a revista terminou, mas Paganini deslanchou
em sua carreira. “Logo no começo fiz campanhas grandes,
como C&A, por exemplo. Achava um absurdo que, com tão
pouca experiência, eu conseguisse esses clientes, mas não
deixei de fazer trabalho algum. Em 1996, produzi o meu primeiro
editorial para a Vogue, o que me tornou ainda mais reconhecido
no mercado.
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Fotógrafo
Internacional
Além de fotografar moda, Paganini também faz campanhas
publicitárias dentro e fora do Brasil, entre elas a de um
shopping center de Miami. Das oportunidades em que fotografou no
exterior, elez gosta de comentar um catálogo para a Cia.
Marítima, clicado nas Bahamas, há quatro anos. “Ficamos
em um lugar incrível, o hotel Pink Sand, em uma praia particular.
O hotel é formado por casinhas individuais e, como o nome
diz, tem areia cor-de-rosa. Não tem como não gostar
desse lugar.”Todos estes trabalhos no exterior foram rápidos,
Paganini nunca pensou em morar fora do Brasil por muito tempo. “Até
porque trabalhar com uma equipe brasileira é bem diferente
e muito melhor! Não gosto do humor norte-americano: é
muito chato e o trabalho se torna chato também.” Mesmo
assim, ele reconhece o profissionalismo e as ótimas condições
de trabalho oferecidas fora do País. “Aqui, utilizamos
o jeitinho brasileiro porque as coisas não são perfeitas
mesmo. Lá, existe suporte para fazer trabalhos bacanas.”
E com as modelos brasileiras ele também ressalta que o trabalho
rola de forma diferente: “Elas têm outro pique, a não
ser que tenham começado
muito novas lá fora e já tenham pego o ritmo dos norte-americanos.
E eu acho fundamental trabalhar em um clima descontraído.
Aliás, é essencial!”Paganini ainda deseja fazer
muitos trabalhos fora do Brasil, principalmente se for para grandes
grifes. Fotografar para a Vogue América é outro sonho:
“É um círculo muito fechado que se abre somente
para três ou quatro... Quem não gostaria? Sem falar
nas campanhas mundiais! Trabalhar para Gucci, por exemplo. Todo
profissional tem esse desejo! Tudo o que gostaria de fazer no Brasil,
eu já fiz e fotografei todas as modelos, famosas ou não.
Agora quero mostrar lá fora o que eu sei fazer.”
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Moda
Como exige sua profissão,
Paganini está sempre muito ligado à moda brasileira.
As modelos, na sua opinião, viraram personalidades se comparadas
ao tempo em que ele começou na carreira.
“E quanto aos desfiles, hoje são freqüentados
por todos os tipos de público, o que não acontecia
antes, pois somente pessoas ligadas à moda é que assistiam”.
Ele reconhece que o São Paulo Fashion Week já é
um evento internacional e diz que todos os méritos são
do criador Paulo Borges. “O interesse cresceu muito, gerando
mais dinheiro, mais espaço para as modelos e para os fotógrafos,
claro! Muita gente nova apareceu. Por um lado, isso foi bom, pois
a partir
de agora é possível separar quem realmente é
modelo e quem não é, quem é profissional ou
não... isso é natural.” O projeto principal
de Gui Paganini para este ano é a publicação
de um livro com suas fotos casuais, do dia-a-dia, como as publicadas
pela Vogue Homem. “Gostaria muito de ter vários títulos
publicados, porque aí sou eu quem decide o que vai entrar
ou não. Eu já tenho essas fotos cotidianas selecionadas
e elas seriam o começo deste livro. Mas ainda gostaria de
ter outras mais, porque elas precisam de uma unidade, um tema. Em
2004, quero focar nisso e procurar patrocínio.”Outra
idéia de Paganini é ter uma revista onde poderia mostrar
despretensiosamente um pouco mais do seu trabalho. “No Brasil,
como trabalhamos mais com corpo do que em outras partes do mundo,
o lado comercial grita muito. Ter uma revista sem compromisso com
a parte comercial depende de parcerias, o que nem sempre é
fácil. Mas é outro projeto que me anima e, de repente,
poderá vingar ainda este ano.”
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JOGO RÁPIDO
Lugar preferido: Uma praia deserta.
Mania: De achar que estou sempre certo.
Nas horas vagas: Sempre estou ligado em fotografia e moda. Aproveito
as horas livres para pesquisar na Internet, vejo revistas e livros.
No meu trabalho não existe rotina, estou sempre em busca de algo
relacionado a ele, é natural.
Sonho de consumo: Talvez uma casa na praia, que ainda não tenho.
Lugar do Brasil: Trancoso, pousada Estrela D´água, na Bahia.
Era a casa da Gal Costa, não parece que você está
em uma pousada. Gosto de lugares assim, menos turísticos.
Trabalho marcante: Os primeiros que fiz, como os da revista Moda Brasil.
Só fotógrafos de nome faziam a revista e eu acabei entrando.
Também os trabalhos que eu fiz pra Vogue, porque é a melhor
revista de moda. Cia Marítima eu adoro fazer, mas os mais marcantes
foram mesmo os primeiros, exatamente porque eram novidade na minha vida.
Na TV: Adoro esporte, é o que eu acompanho. Vejo futebol, surfe,
skate e tudo o que passa nos canais SporTV e ESPN.
Time: São Paulo.
Cena inesquecível: Copa de 1982, quando o Brasil foi desclassificado.
E também em 1970, quando foi campeão. Futebol tem dessas
coisas… o pior time do mundo pode ganhar do melhor! Só
no futebol isso acontece, por isso as pessoas se apaixonam tanto.
Alimentação: Tento ser saudável. Não sou
radical, mas tento ser balanceado.
Esporte que pratica: Faço academia. Já fiz natação,
surfe, futebol. Hoje pratico musculação, corrida e continuo
nadando.
Personalidade do esporte: Daiane dos Santos. Ser campeã mundial
no Brasil é complicado, ainda mais na ginástica. Para
ela chegar onde chegou é porque deve ter bastante vontade mesmo.
Esse título dela me marcou muito.
Tênis: Adoro, uso direto. Tenho vários e de marcas diferentes,
mas para correr uso um tênis específico.
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